quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Motivos da greve estudantil no Curso de História da UNIFAL MG

Pautas Nacionais:
10% PIB para educação
Estruturação do ensino superior no Brasil
Precariedade das IFES em relação aos professores
Precariedade estrutural das IFES

Pautas Locais (UNIFAL MG)
Precariedade dos laboratórios
Falta de sala de aula
Unidade Pinheirinho/Santa Clara
Autoritarismo da reitoria
Não cumprimento da reitoria com os acordos assinados
Biblioteca precária
Moradia Estudantil
RU muito caro
Assistência Estudantil
Estas pautas e outras levaram o a paralisação estudantil na UNIFAL MG no dia 17 de abril e nada até hj foi feito para mudar isso
Pautas específicas dos cursos da UNIFAL MG

Pauta do Curso de História
O descaso da reitoria para com o curso
a tentativa de jogar o curso de História para a unidade Pinheirinho/Santa Clara
Arquivo de História
Laboratório de História
Biblioteca Especifica
Votem na enquete no grupo da História no FB ate amanhã dia 23

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Educação é estratégica para o governo?

Greve nas Universidades Federais refletem políticas salariais desiguais no setor público, sobrecarga de trabalho, ambientes precários e salas superlotadas

“No caso das universidades, a raiz dessa greve é reflexo de uma política salarial do setor público com tratamento desigual, fato que criou um nó difícil de resolver”, explica Sadi dal Rosso, professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB).


Para Sadi, a insatisfação da categoria tem origem na reforma administrativa executada no fim dos anos 1990 pelo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Naquele momento, foram estabelecidas as atividades típicas de Estado, como a constituição dos aparato repressivo, jurídico, de planejamento e de coleta de impostos”, diz. Educação, saúde, reforma agrária foram deixadas de lado. “Além de terem categorias de servidores muito grandes, essas áreas foram sendo desenvolvidas pelo setor privado com estímulo do próprio Estado. O problema é que isso foi feito em detrimento da população porque as pessoas não tem dinheiro para acessar boa educação, boa saúde e terra para trabalhar. Há uma frente empresarial investindo em educação, saúde e produção agrícola em um jogo muito pesado”, completa.
Mesmo no governo Lula, apesar do aumento nos investimentos em infraestrutura das universidades e expansão do acesso ao ensino superior, alguns dilemas permanecem. Na Universidade Federal Fluminense (UFF), por exemplo, onde leciona a professora Sônia Lucia, diretora do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), o crescimento aprofundou problemas de precarização. “Na UFF, tínhamos dois mil professores para 2,1 mil alunos, em 2006. Agora, em 2012, são 2,9 mil docentes para 44,5 mil alunos. Isso gera sobrecarga de trabalho, ambientes precários, salas superlotadas, improvisação de espaços em contêiner etc”.

FONTE: Jornal Brasil de Fato - http://www.brasildefato.com.br/node/10081

Comunicado do Comando Nacional de Greve


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Guerra civil espanhola ou revolução espanhola

A Guerra Civil espanhola (1936-39) foi o acontecimento mais traumático que ocorreu antes da 2ª Guerra Mundial. Nela estiveram presentes todos os elementos militares e ideológicos que marcaram o século XX. De um lado se posicionaram as forças do nacionalismo e do fascismo, aliadas as classes e instituições tradicionais da Espanha (O Exército, a Igreja e o Latifúndio) e do outro a Frente Popular que formava o Governo Republicano, representando os sindicatos, os partidos de esquerda e os partidários da democracia.
Para a Direita espanhola tratava-se de uma Cruzada para livrar o país da influência comunista e da franco-maçonaria e restabelecer os valores da Espanha tradicional, autoritária e católica. Para tanto era preciso esmagar a República, que havia sido proclamada em 1931, com a queda da monarquia.
Para as Esquerdas era preciso dar um basta ao avanço do fascismo que já havia conquistado Itália (em 1922), a Alemanha (em 1933) e a Áustria (em 1934). Segundo as decisões da Internacional Comunista, de 1935, elas deveriam aproximar-se dos partidos democráticos de classe média e formarem uma Frente Popular para enfrentar a maré de vitorias nazi-fascistas. Desta forma Socialistas, Comunistas (estalinistas e troskistas) Anarquistas e Democratas liberais deveriam unir-se para chegar e inverter a tendência mundial favorável aos regimes direitistas.
Foi justamente esse conteúdo, de amplo enfrentamento ideológico, que fez com que a Guerra Civil deixasse de ser um acontecimento puramente espanhol para tornar-se numa prova de força entre forças que disputavam a hegemonia do mundo. Nela envolveram-se a Alemanha nazista e a Itália fascista, que apoiavam o golpe do Gen. Franco e a União Soviética que solidarizou-se com o governo Republicano.

Antecedentes
A Espanha ainda nos 30 era um anacronismo histórico. Enquanto a Europa ocidental já possuía instituições políticas modernas, no mínimo a um século a Espanha era um oásis tradicionalista, governada pela "trindade reacionária"(O Exército, a igreja católica e o Latifúndio), que tinha sua expressão última na monarquia burbônica de Afonso XIII. Vivia nostálgica do seu passado imperial grandioso, ao ponto de manter um excessivo número de generais e oficiais (1 general para cada 100 soldados, o maior percentual do mundo), em relação às suas reais necessidades. A igreja, por sua vez, era herdeira do obscurantismo e da intolerância dos tribunais inquisitoriais do santo Oficio, era uma instituição que condenava a modernidade como obra do demônio. E no campo, finalmente, existiam de 2 a 3 milhões de camponeses pobres, los braceros, submetidos às práticas feudais e dominados por uns 50 mil hidalgos, proprietário de metade das terras do país.
Como resultado da grave crise econômica de 1930 (iniciada pela quebra da bolsa de valores de N. Iorque, em 1929), a ditadura do Gen. Primo de Rivera, apoiada pelo caciquismo (sistema eleitoral viciado que sempre dava seus votos ao governo), foi derrubada e, em seguida, caiu também a monarquia. O Rei Afonso XIII foi obrigado a exilar-se e proclamou-se a República em 1931, chamada de "República de trabajadores".
A esperança era que doravante a Espanha pudesse alinhar-se com seus vizinhos ocidentais e marchar para uma reforma modernizante que separasse estado e igreja e que introduzisse as grandes conquistas sociais e eleitorais recentes, além de garantir o pluralismo político e partidário e a liberdade de expressão e organização sindical. Mas o país terminou por conhecer um violento enfrentamento de classes, visto que à crise seguida por uma profunda depressão econômica, provocando a frustação generalizada na sociedade espanhola.

Os partidos políticos
As esquerdas, obedecendo a uma determinação do Comintern (a Internacional Comunista controlada pela URSS), resolveram unir-se aos democratas e liberais radicais num Fronte Popular para ascender ao poder por meio de eleições. As esquerdas espanholas estavam divididas em diversos partidos e organizações, entre as quais:
PSOE (Partido Socialista Obreiro Espanhol) Socialistas
PCE (Partido Comunista Espanhol) Comunistas
POUM (Partido Obreiro da Unificação Marxista) Comunistas-trotsquistas
UGT (União Geral dos Trabalhadores) Sindical Socialista
CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) Sindical Anarquista
FAI (Federação Anarquista Ibérica) Anarco-Sindicalista
Elas aliaram-se com os Republicanos (Ação republicana e Esquerda republicana) e mais alguns partidos autonomistas (Esquerda catalã, os galegos e o Partido Nacional Basco). Essa coligação, venceu as eleições de fevereiro de 1936, dominando 60% das Cortes (O parlamento espanhol), derrotando a Frente Nacional, composta pelos direitistas.
A Direita por sua vez estava dividida agrupada na CEDA (Confederação das Direitas autônomas), no partido agrário, nos monarquistas e tradicionalistas (carlistas) e finalmente pelos fascistas da Falange espanhola (liderados por José Antônio).

O golpe militar e a guerra civil
O clima de turbulência interna motivado pela intensificação da luta de classes, especialmente entre anarquistas e falangistas que provocou inúmeros assassinatos políticos contribui para criar uma situação de instabilidade que afetou o prestígio da Frente Popular. Provavelmente as desavenças internas dos integrantes do Fronte Popular mais tarde ou mais cedo fariam com que o governo desandasse. Mas a direta espanhola estava entusiasmada com o sucesso de Hitler (aplastamento das esquerdas na Alemanha, remilitarização da Renânia, etc...) que se somou ao golpe direitista de Dolfuss na Áustria, em 1934. Derrotados nas eleições os direitistas passaram a conspirar com os militares e a contar com o apoio dos regimes fascistas (Portugal, com Oliveira Salazar, Alemanha com Hitler e a Itália de Mussolini). Esperavam que um levante dos quartéis, seguido de um pronunciamento dos generais, derrubariam facilmente a República.
No dia 18 de julho de 1936, o Gen. Francisco Franco insurge o Exército contra o governo republicano. Ocorre que nas principais cidades, como a capital Madri e Barcelona, a capital da Catalunha, o povo saiu as ruas e impediu o sucesso do golpe. Milícias anarquistas e socialistas foram então formadas para resistir o golpe militar. O país em pouco tempo ficou dividido numa área nacionalista, dominado pelas forças do Gen. Franco e numa área republicana, controlada pelos esquerdistas. Nas áreas republicanas ocorreu então uma radical revolução social. As terras foram coletivizadas, as fábricas dominadas pelos sindicatos, assim como os meios de comunicação. Em algumas localidades, os anarquistas chegaram até a abolir o dinheiro.
Em ambas as zonas matanças eram efetuadas através de fuzilamentos sumários. Padres, militares e proprietários eram as vítimas favoritas dos "incontroláveis", as milícias anarquistas, enquanto que sindicalistas, professores e esquerdistas em geral, eram abatidos pelos militares nacionalistas.

A intervenção estrangeira
Como o golpe não teve o sucesso esperado, o conflito tornou-se uma guerra civil, com manobras militares clássicas. O lado nacionalista de Franco conseguiu imediato apoio dos nazistas (Divisão Condor, responsável pelo bombardeamento de Madri e de Guernica) e dos fascistas italianos (aviação e tropas de infantaria e blindados) enquanto que Stalin enviou material bélico e assessores militares para o lado republicano. A pior posição foi tomada pela França e a Inglaterra que optaram pela "Não-Intervenção". Mesmo assim, não foi possível evitar o engajamento de milhares de voluntários esquerdistas e comunistas que vieram de todas as partes (53 nacionalidades) para formar as Brigadas Internacionais (38 mil homens) para lutar pela defesa da República.

A crise entre as esquerdas
Stalin temia que a revolução social desencadeada pelos anarquistas e trotsquistas pusesse em perigo a defesa da República. Ordenou então que o PC espanhol comandasse a supressão das milícias (que seriam absorvidas por um exército regular) e um expurgo no POUM (uma pequena organização pró-trotsquista). O que foi feito em maio de 1937. Essa divisão íntima das esquerdas, entre pró-revolução e pró-república, debilitou ainda mais as possibilidades defensivas do governo republicano.

O fim da guerra
A superioridade militar do Gen. Franco, a unidade que conseguiu impor sobre as direitas, foi fator decisivo na sua vitória sobre a República. Em 1938 suas forças cortam a Espanha em duas partes, isolando a Catalunha do resto do país. Em janeiro de 1939, as tropas do gen. Franco entram em Barcelona e, no dia 28 de março, Madri se rende aos militares depois de ter resistido a poderosos ataques (aéreos, de blindados e de tropas de infantarias), por quase três anos. As baixas da Guerra Civil oscilam entre 330 a 405 mil mortos, sendo que apenas 1/3 ocorreu na guerra. Meio milhão de prédios foram destruídos parcial ou inteiramente e perdeu-se quase metade do gado espanhol. A renda percapita reduziu-se em 30% e fez com que a Espanha afundasse numa estagnação econômica que se prolongou por quase trinta anos.

FONTE: http://variasvariaveis.sites.uol.com.br/cespanhola.html

terça-feira, 17 de julho de 2012

Relato de uma professora

No meu holerite tem as seguintes linhas:
Vencimento básico: R$ 3636,63 (aumentos concedidos, contabilização para aposentadoria incidem apenas sobre este valor)
Retribuição por titulação: R$ 4185, 97 (este valor é nominal, isto é nunca sofre reajustes, a menos que façamos uma greve. Pior, este valor é uma gratificação, sendo assim está disponível para ser retirada a qualquer momento que o governo queira). Quase 60 % dos nossos proventos NÃO SÃO direito adquirido!!!
Total de proventos: R$ 7822,60
Descontos: R$ 860,48 (seguridade social) + R$ 1280,08 (Imposto de renda) = R$ 2140,56
Resta para viver em São Paulo (10a. cidade mais cara do mundo) = R$ 5682,04

Pago de creche para meu filho (que deveria ser pública, mas o governo não dá pois acha que sou rica e não mereço vaga e a universidade não oferece nos novos campi) = R$ 1250,00
Pago de aluguel (pois não consigo juntar entrada para comprar minha casa própria) = R$ 2100,00 (poderia ser mais barato se eu levasse 2 h ou mais para chegar no trabalho, mas optei fazer esse sacrifício para poder cumprir melhor com minhas funções como docente: Ensino, pesquisa, extensão universitária e administração universitária - posso garantir que faço todas!!!)
Pago de plano de saúde para mim e meu filho (o que o governo deveria dar para todos com qualidade, mas como mãe zelosa e sabendo que não posso faltar ao meu filho optei por contratar um plano privado) = R$ 800,00
Sobram: R$1532,04 para alimentação, água, luz, telefone, gás, combustível, manutenção do carro, roupa barata, educação complementar para o meu filho etc.
Sou uma DOUTORA!!! Estou no topo da qualificação que um ser humano pode ter em qualquer parte do mundo! Ministro no mínimo 8 horas de aula por semana e realmente me dedico às aulas, tenho um projeto de desenvolvimento de softwares educacionais para ensino de Ciências para deficientes auditivos, oriento 8 alunos de Iniciação Científica, acabei de participar da elaboração de um programa novo de pós graduação em Ciências Ambientais que consumiu horrores do meu tempo, publico em periódicos científicos de alta qualidade, tenho um JP/FAPESP aprovado que trouxe 300 mil reais para a universidade, elaborei um projeto FINEP que foi aprovado e que captou 1 milhão e 200 mil reais para o campus Diadema, já organizei 2 eventos científicos em 4 anos que beneficiaram mais de 1000 pessoas.
Acho que mereço mais do que ficar contando dinheiro no fim do mês para ver ser consigo fechar as contas.
E acho que mereço ter uma carreira correta onde eu possa almejar, após muito trabalho durante quase 30 anos de trabalho, alcançar o topo e me aposentar com um salário decente!
POR: Professora Doutora Geórgia Labuto

segunda-feira, 2 de julho de 2012

ENEH 2012

 Ta chegando o dia galera
Vai ser da UNIFESP de Guarulhos
Incrições e informações pelo blog:
http://xxxi-eneh.blogspot.com.br/

  VAMOS LA ESTUDANTES DE HISTÓRIA DA UNIFAL MG

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Carta Resposta a Reitoria da UNIFAL MG


Magnífico Senhor Reitor Paulo Márcio de Faria e Silva,
Viemos por meio desta responder ao questionamento referente a mudança do curso de história para a unidade II.  Nós, representantes discentes do Centro Acadêmico de história – CAHIS – Gestão “Maio de 68” nos posicionamos contra a ida do curso para a Unidade II no ano de 2013 uma vez que, essa mudança não está de acordo com o Plano Diretor do curso de história. Questão importante a destacar é que o CAHIS está em total acordo com o posicionamento do Corpo Docente e Coordenadoria do Curso de História e ICHL. Frisamos também que o Corpo Docente está desenvolvendo o trabalho que a ele cabe para o cumprimento do Plano Diretor proposto pela Coordenadoria do Curso de História e de conhecimento da Reitoria aprovado na segunda metade do ano de 2011, portanto,  o Centro Acadêmico defende a não ida do curso de história no ano de 2013 por tais motivos:
·              -Falta de infraestrutura da unidade II tal como salas de aula suficientes para todo o Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), restaurante universitário, transporte universitário (meio-passe), arquivo histórico, biblioteca entre todas as outras necessidades explicitadas na reunião entre a Reitoria e o Centro Acadêmico de História dia 08 de maio de 2012;
·              -Outro ponto, é que isso é inviável, pois, ocorrerá uma cisão no ICHL a qual entendemos como extremamente prejudicial para a área das Ciências Humanas já que a infraestrutura dos cursos ligados às humanidades é compartilhada na Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL – MG).
Atenciosamente Centro Acadêmico de História – CAHIS – Gestão “Maio de 68” composto pelos alunos:
André Silva de Souza
Ana Julia Godinho Pereira
Cristal Guerra Donatti
Letícia Loreta Stetter
Mayara Torroglosa Di Salvo
Ohiama Aires Antunes Bráulio
Vinícius Guimarães de Almeida
Willian Silva Vasconcellos

terça-feira, 26 de junho de 2012

Bastidores da Greve Estudantil

O movimento estudantil passa por um momento delicado, fortalecido pela greve das universidades públicas, mas ao mesmo tempo sendo prejudicado pela participação agressiva e incoerente da Aliança Nacional dos Estudantes Livres – ANEL, uma pseudo-entidade criada pelos sectários do PSTU que vem a ser um erro fatal para a unificação dos estudantes na luta pela melhora do ensino público superior. Eles estão se aproveitando do movimento grevista para ganhar espaço e enfraquecer a UNE, através de discursos inflamados e com caráter completamente partidário a ANEL ganha militantes sem conhecimento político suficiente para analisar a conjuntura e agir de forma correta nas decisões do Comando Nacional de Greve dos Estudantes.
Esse comando foi formado em Brasília no dia 5 de Junho de 2012 durante a passeata da greve dos professores das UFs e é composto por dois representantes de cada universidade em greve estudantil e por um representante das que estão em processo de entrada no movimento. Estes representantes, eleitos em assembléia em cada instituição, votam em plenárias do comando os textos e as exigências dos estudantes segundo os interesses de seus representados. Porem existe intervenções de correntes políticas em suas decisões, principalmente dos que foram convencidos pelo PSTU, que tentam legitimar a existência da ANEL como entidade representativa dos Estudantes. Estes comandaram de forma irresponsável as ações dos estudantes no ato de Brasília do dia 5 de junho, onde colocaram a integridade física dos estudantes em risco ao incentivarem uma ocupação espontânea no prédio do MEC, houve confronto direto com a polícia e sem planejamento nenhum permitiram que militantes exaltados apedrejassem um patrimônio público federal. Isso é mais do que prova da infantilidade da ANEL e de sua falta de responsabilidade. Somos todos favoráveis às ocupações, mas de forma organizada e madura. As pautas levantadas pelos soldadinhos do PSTU não visão a melhora da educação, mas sim a derrocada do governo Dilma que não é o objetivo dessa greve que engloba mais de 80% das Universidades públicas federais. Assim ficam claros os interesses eleitoreiros desse partido aproveitador travestido de entidade estudantil. Tais ações prejudicam e discredibilizam toda e qualquer decisão que saia desse comando que depois de 20 anos de peleguismo da UNE se torna um marco histórico para o movimento estudantil.
A União Nacional dos Estudantes – UNE vive uma situação ainda mais complicada. Sua diretoria majoritária comandada pela juventude do PCdoB a UJS à 20 anos, vem obtendo representação medíocre e direcionada pelos interesses nacionais do Partido Comunista do Brasil que de comunista só tem o nome. A União da Juventude Socialista – UJS garante suas cadeiras na UNE se utilizando de militontos despreparados e facilmente instrumentalizados que a UJS busca nas instituições estudantis. Prometendo festinhas e falsas propostas marxistas eles arrastam grandes números de delegados secundaristas e universitários para votarem nos congressos da UNE as pautas pelegas que eles propõem para a obtenção de cargos no governo federal. Transformando a UNE em moeda de troca e o movimento estudantil em mesa de negociações. Somos todos vítimas de uma democracia sem instrução que se finda em uma ditadura sem ganhos para o movimento. Outras correntes e estudantes independentes que disputam o espaço da UNE ficam de mãos atadas pela política suja imposta pelas lideranças mercenárias da UJS.
Precisamos de uma unificação imediata das alas contrárias à esse jogo político. A cabeça da direção majoritária da UNE é um objetivo que tem que ser consenso de todos. A UNE ao contrário da ANEL, não é um partido, mas sim um espaço importante da luta estudantil que precisa ser retomado. O abandono da União Nacional dos Estudantes aos seus 75 anos de existência seria uma prova clássica do enfraquecimento da esquerda, abrir mão de nossa casa não é estratégia inteligente para a atual conjuntura. Retomemos a UNE e fortifiquemos a greve. Estudante em greve uniu-vos, pois a causa é a mesma. 
POR:  PC Veríssimo – Estudante em greve do curso de Geografia da UNIFAL (Universidade Federal de Alfenas-MG)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Entre a intolerância e a apatia: o movimento grevista como espaço de construção de uma consciência livre

A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta
indiferença, deste absentismo. (...) Os destinos de uma época são manipulados de acordo
com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais
de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os
fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e
então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do
que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos
vítimas (...). Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas
nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se
tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que
sucedeu? (GRAMSCI, 1917/2005)


1. Introdução

A greve instalou-se nas instituições federais de ensino superior do Brasil. A grande maioria dos
institutos federais e universidades estão parados. O movimento grevista é fruto da indignação
perante o descaso do governo federal para com a educação. Descaso esse que gera situações
insustentáveis de precarização do trabalho e educação e que se torna mais escrachado diante dos
incomensuráveis investimentos governamentais nos grandes eventos esportivos que ocorrerão no
país, vide copa do mundo e olimpíadas. O movimento uniu professores, estudantes, e técnicos na
luta por melhorias no quadro da educação brasileira: condições dignas de trabalho necessárias a
uma educação de qualidade.
A Universidade Federal de Alfenas aderiu ao movimento nacional e vêm, desde então, realizando
atividades junto a população alfenense de conscientização acerca da legitimidade da greve e da
situação da educação no país. O objetivo deste texto é propor a discussão: pensar de uma maneira
crítica tais atividades mantendo sempre em vista compreendê-las para que se desenvolvam e
exerçam eficácia satisfatória. Realizam-se manifestações e passeatas pacíficas, exibições de vídeos,
palestras e aulas públicas nas praças da cidade, juntamente a debates, reuniões, exibições de filmes,
oficinas, eventos musicais, entre outras atividades que ocorrem na universidade. De tais atividades
as que atingem um maior número de pessoas que não possuem vínculo com a universidade são as
que ocorrem fora de seus muros. Essas atividades são o nosso foco.


2.Por quem? Para quem?

Partindo do pressuposto de que as ideias dominantes de uma época são as ideias da classe
dominante, fato reforçado pela mídia corporativista, o movimento grevista educacional é visto pelo
senso comum como desnecessário e ilegítimo. Quando não ignora o tema, a mídia aborda-o de
maneira parcial e tendenciosa ressaltando os prejuízos causados pela greve (queda do consumo no
comércio regional, aulas perdidas, paralisações de trânsito causadas por manifestações, etc...) e em
momento algum esclarece de maneira adequada os questionamentos acerca da gênese do
movimento, suas bandeiras e seu desenrolar. As atividades que acontecem nas praças aproximam
cidadãos alfenenses, professores, alunos e técnicos, desta maneira sendo um instrumento de
conscientização a respeito da realidade social brasileira para todos aqueles que dele participam de
algum modo.
Estamos longe da ilusão de que o movimento funcione como uma mera conscientização acerca
do atual cenário educacional brasileiro posta a uma entidade abstrata denominada “povo”, a qual
supostamente não possui senso crítico suficiente nem para perceber a situação deplorável dos
serviços prestados pelo Estado. Esse movimento é, antes de tudo, a construção em cada um de seus
participantes de uma concepção do ser humano enquanto ser prático que interfere, cria e participa
de uma realidade historicamente constituída. Se essa postura é perdida o movimento torna-se infértil
e até mesmo degenera no seu oposto: manipulação da força das massas tendo em vista determinados
objetivos particulares. Não é digno desiludir iludindo, desmascarar um aspecto mascarando outro.
Distante de perverter as bandeiras do movimento essa afirmação é condição de sua plena validade.
Marx afirmou que ser radical é agarrar as coisas pela raiz, e que a raiz do homem é o próprio
homem[1]. Nesse sentido as aspirações do movimento necessitam ser radicais. É ineficaz “tampar o
sol com a peneira”.

3.O absurdo cotidiano

Uma das palavras de ordem do movimento grevista educacional diz o seguinte: “é ou não é
piada de salão, tem dinheiro para banqueiro mas não tem para a educação”. Qual o absurdo contido
nessa frase que fundamenta a piada? Em outras palavras, de onde vem a sua “graça”? Obviamente
na relação invertida do Estado: ao invés de cumprir a função de sua existência que é garantir a
liberdade, autonomia e bem comum dos cidadãos acaba por ser, como uma vez já foi dito, um
comitê para gerir os negócios da burguesia. Mas se essa relação invertida do Estado é tão absurda,
por que as pessoas em geral parecem percebê-la mas não fazer nada a respeito?
No sistema em que vivemos somos submetidos ao imediatismo do consumo, à mercantilização
do tempo e à alienação do trabalho, fatos esses que em sua relação criam e mantém uma ideologia.
Essa ideologia da classe dominante tem como característica naturalizar o que é historicamente
construído, ou seja, fazer com que pareçam totalmente naturais todas essas relações perversas de
opressão vividas nesse sistema, como se tais relações sempre houvessem existido e estão portanto
fadadas a eternidade. A ideologia dominante propaga uma falsa consciência e procura mascarar as
relações de desigualdade e opressão sob o aspecto da normalidade. É justamente essa relação
estranhada do ser humano consigo mesmo que cria esse paradoxo: eu sinto a realidade como
absurda, mas ao mesmo tempo materialmente e ideologicamente, sou impelido a reproduzir essa
mesma realidade. [2]
Quando as pessoas param de se mover instintivamente em seu cotidiano e refletem sobre o
sentido desse seu agir, surge a consciência do absurdo. Quando paramos por um momento de agir
mecanicamente, reproduzindo a mesma rotina dia após dia e refletimos sobre o sentido de tudo isso,
nasce um sentimento de indignação: percebemos as condições absurdas a que os seres humanos são
submetidos em nossa sociedade. Acordar, escovar os dentes, amarrar os cadarços, trabalhar e
receber um salário para sobreviver: é para isso que existimos? O questionamento sobre um
cotidiano absurdo na verdade é um questionamento sobre uma realidade que se mostra absurda.
Estamos em uma situação em que o ser humano é forçado a vender sua força de trabalho para
garantir sua sobrevivência, assim se submetendo a atividades mecânicas e tediosas nas quais não se
reconhece. Ao longo da história construíram-se condições que trouxeram-nos até este momento.
Essa situação se desenvolveu ao longo dos últimos séculos.
Se os professores, alunos e técnicos estão nas ruas lutando por uma educação e condições de
trabalho mais dignas, foi consequência de uma atitude do governo de não valorizar a educação e o
trabalho. O governo não prioriza a educação e o trabalho porque no sistema capitalista o que é
priorizado é a acumulação de renda e o individualismo.
O corte efetuado pela presidenta Dilma na verba educacional é fruto da instabilidade gerada pela
crise internacional do capital ocorrida em 2008. Como podemos perceber, os fatos estão
relacionados. Não devemos compreender o movimento grevista alfenense como um fenômeno
isolado, mas sim como um fenômeno mediato, ou seja, que possui relações com inúmeros outros
fenômenos. A luta por melhorias na educação traz em seu seio a luta pela libertação do ser humano
e mostra que a questão central continua sendo a propriedade privada.

4.“Nós somos aqueles por quem estávamos esperando” [3]

Desse modo a luta do movimento representa uma aspiração legítima, necessária e que não se
pode sufocar: a luta pelo fim de relações de opressão social. Se essa é a raiz do movimento, as
manifestações realizadas nas praças devem refleti-la. As palavras de ordem e as demais ações
devem tocar no ponto principal: a tomada de consciência da população de que a prática é mais que
possível, é imanente. A possibilidade de uma educação de qualidade não é nada menos que real. Ela
depende das ações de cada membro da sociedade, ações que de modo organizado ganham força.
Portanto, devemos ser inexoráveis ao eliminar os elementos da ideologia dominante dos nossos
discursos: não será utilizando dos artifícios de dominação da burguesia que conseguiremos nossos
objetivos. Não será reproduzindo as mesmas ideias vazias que mudaremos a situação. A inteligência
da população não deve ser subestimada. Se sob o pretexto de aproximar ou identificar o movimento
à população fazemos uso da ideologia dominante que está fortemente disseminada no seu meio,
acabamos por reproduzir e fortalecer essa mesma ideologia, assim distanciando do verdadeiro
objetivo.
Disse Hegel que a verdade é o todo. Se não enxergamos o todo, damos valor demais uma verdade
limitada, parcial, e assim ela se transforma em mentira. Se ignorarmos que a greve educacional é
fruto da indignação perante um complexo sistema de relações sociais de opressão e, portanto não
apenas uma mera questão de orçamento governamental, perdemos a oportunidade de vislumbrar a
totalidade da situação e caímos de volta no ciclo vicioso de um cotidiano absurdo, de uma realidade
sem sentido. Esse é o momento de percebemos que “nós somos aqueles por quem estávamos
esperando”. Bertold Brecht, em sua poesia, Elogio da Dialética, abre nossos olhos:

A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser
como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a
exploração;
isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora
dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o
alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga?
De nós
De quem depende que ela acabe? Também de
nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o
retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores
de amanhã



[ 1 - MARX, Karl – 1844/2005
2 – (As ideologias dominantes) Devem ser “reais” o bastante para propiciar a base sobre a qual os indivíduos possam
moldar uma identidade coerente, devem fornecer motivações sólidas para a ação efetiva, e devem empenhar-se, o
mínimo que seja, para explicar suas contradições e incoerências mais flagrantes. Em resumo, para terem êxito, as
ideologias devem ser mais que ilusões impostas e, a despeito de todas as suas inconsistências, devem comunicar a seus
sujeitos uma versão da realidade social que seja real e reconhecível o bastante para não ser peremptoriamente rejeitada. (EAGLETON, 2009, p.27)3 - ZIZEK, Slavoj, 2011, p.128.
3 - ZIZEK, Slavoj, 2011, p.128.]

POR: Malu Marzagão- estudante de Ciências Sociais UNIFAL MG



















 







quinta-feira, 21 de junho de 2012

La Juventud Argentina de Córdoba a los hombres libres de Sudamérica


 REFORMA UNIVERSITARIA DE 1918

Manifiesto de Córdoba


21 de junio de 1918
Tomado de Federación Universitaria de Buenos Aires


 Hombres de una República libre, acabamos de romper la última cadena que, en pleno siglo XX, nos ataba a la antigua dominación monárquica y monástica. Hemos resuelto llamar a todas las cosas por el nombre que tienen. Córdoba se redime. Desde hoy contamos para el país una vergüenza menos y una libertad más. Los dolores que quedan son las libertades que faltan. Creemos no equivocarnos, las resonancias del corazón nos lo advierten: estamos pisando sobre una revolución, estamos viviendo una hora americana.
La rebeldía estalla ahora en Córdoba y es violenta porque aquí los tiranos se habían ensoberbecido y era necesario borrar para siempre el recuerdo de los contrarrevolucionarios de Mayo. Las universidades han sido hasta aquí el refugio secular de los mediocres, la renta de los ignorantes, la hospitalización segura de los inválidos y —lo que es peor aún— el lugar donde todas las formas de tiranizar y de insensibilizar hallaron la cátedra que las dictara. Las universidades han llegado a ser así fiel reflejo de estas sociedades decadentes que se empeñan en ofrecer el triste espectáculo de una inmovilidad senil. Por eso es que la ciencia frente a estas casas mudas y cerradas, pasa silenciosa o entra mutilada y grotesca al servicio burocrático. Cuando en un rapto fugaz abre sus puertas a los altos espíritus es para arrepentirse luego y hacerles imposible la vida en su recinto. Por eso es que, dentro de semejante régimen, las fuerzas naturales llevan a mediocrizar la enseñanza, y el ensanchamiento vital de organismos universitarios no es el fruto del desarrollo orgánico, sino el aliento de la periodicidad revolucionaria.
Nuestro régimen universitario —aún el más reciente— es anacrónico. Está fundado sobre una especie de derecho divino; el derecho divino del profesorado universitario. Se crea a sí mismo. En él nace y en él muere. Mantiene un alejamiento olímpico. La federación universitaria de Córdoba se alza para luchar contra este régimen y entiende que en ello le va la vida. Reclama un gobierno estrictamente democrático y sostiene que el demos universitario, la soberanía, el derecho a darse el gobierno propio radica principalmente en los estudiantes. El concepto de autoridad que corresponde y acompaña a un director o a un maestro en un hogar de estudiantes universitarios no puede apoyarse en la fuerza de disciplinas extrañas a la sustancia misma de los estudios. La autoridad, en un hogar de estudiantes, no se ejercita mandando, sino sugiriendo y amando: enseñando.
Si no existe una vinculación espiritual entre el que enseña y el que aprende, toda enseñanza es hostil y por consiguiente infecunda. Toda la educación es una larga obra de amor a los que aprenden. Fundar la garantía de una paz fecunda en el artículo conminatorio de un reglamento o de un estatuto es, en todo caso, amparar un régimen cuartelario, pero no una labor de ciencia. Mantener la actual relación de gobernantes a gobernados es agitar el fermento de futuros trastornos. Las almas de los jóvenes deben ser movidas por fuerzas espirituales. Los gastados resortes de la autoridad que emana de la fuerza no se avienen con lo que reclaman el sentimiento y el concepto moderno de las universidades. El chasquido del látigo sólo puede rubricar el silencio de los inconscientes o de los cobardes. La única actitud silenciosa, que cabe en un instituto de ciencia es la del que escucha una verdad o la del que experimenta para crearla o comprobarla.
Por eso queremos arrancar de raíz en el organismo universitario el arcaico y bárbaro concepto de autoridad que en estas casas de estudio es un baluarte de absurda tiranía y sólo sirve para proteger criminalmente la falsa dignidad y la falsa competencia. Ahora advertimos que la reciente reforma, sinceramente liberal, aportada a la Universidad de Córdoba por el doctor José Nicolás Matienzo no ha inaugurado una democracia universitaria; ha sancionado el predominio de una casta de profesores. Los intereses creados en torno de los mediocres han encontrado en ella un inesperado apoyo. Se nos acusa ahora de insurrectos en nombre de un orden que no discutimos, pero que nada tiene que hacer con nosotros. Si ello es así, si en nombre del orden se nos quiere seguir burlando y embruteciendo, proclamamos bien alto el derecho a la insurrección. Entonces la única puerta que nos queda abierta a la esperanza es el destino heroico de la juventud. El sacrificio es nuestro mejor estímulo; la redención espiritual de las juventudes americanas nuestra única recompensa, pues sabemos que nuestras verdades lo son —y dolorosas— de todo el continente. ¿Que en nuestro país una ley —se dice—, la ley de Avellaneda, se opone a nuestros anhelos? Pues a reformar la ley, que nuestra salud moral lo está exigiendo.
La juventud vive siempre en trance de heroísmo. Es desinteresada, es pura. No ha tenido tiempo aún de contaminarse. No se equivoca nunca en la elección de sus propios maestros. Ante los jóvenes no se hace mérito adulando o comprando. Hay que dejar que ellos mismos elijan sus maestros y directores, seguros de que el acierto ha de coronar sus determinaciones. En adelante, sólo podrán ser maestros en la república universitaria los verdaderos constructores de almas, los creadores de verdad, de belleza y de bien.
Los sucesos acaecidos recientemente en la Universidad de Córdoba, con motivo de la elección rectoral, aclaran singularmente nuestra razón en la manera de apreciar el conflicto universitario. La federación universitaria de Córdoba cree que debe hacer conocer al país y a América las circunstancias de orden moral y jurídico que invalidan el acto electoral verificado el 15 de junio. Al confesar los ideales y principios que mueven a la juventud en esta hora única de su vida, quiere referir los aspectos locales del conflicto y levantar bien alta la llama que está quemando el viejo reducto de la opresión clerical. En la Universidad Nacional de Córdoba y en esta ciudad no se han presenciado desórdenes; se ha contemplado y se contempla el nacimiento de una verdadera revolución que ha de agrupar bien pronto bajo su bandera a todos los hombres libres del continente. Referiremos los sucesos para que se vea cuánta razón nos asistía y cuánta vergüenza nos sacó a la cara la cobardía y la perfidia de los reaccionarios. Los actos de violencia, de los cuales nos responsabilizamos íntegramente, se cumplían como en el ejercicio de puras ideas. Volteamos lo que representaba un alzamiento anacrónico y lo hicimos para poder levantar siquiera el corazón sobre esas ruinas. Aquellos representan también la medida de nuestra indignación en presencia de la miseria moral, de la simulación y del engaño artero que pretendía filtrarse con las apariencias de la legalidad. El sentido moral estaba obscurecido en las clases dirigentes por un fariseísmo tradicional y por una pavorosa indigencia de ideales.
El espectáculo que ofrecía la asamblea universitaria era repugnante. Grupos de amorales deseosos de captarse la buena voluntad del futuro rector exploraban los contornos en el primer escrutinio, para inclinarse luego al bando que parecía asegurar el triunfo, sin recordar la adhesión públicamente empeñada, el compromiso de honor contraído por los intereses de la universidad. Otros —los más— en nombre del sentimiento religioso y bajo la advocación de la Compañía de Jesús, exhortaban a la traición y al pronunciamiento subalterno. (¡Curiosa religión que enseña a menospreciar el honor y deprimir la personalidad! ¡Religión para vencidos o para esclavos!). Se había obtenido una reforma liberal mediante el sacrificio heroico de una juventud. Se creía haber conquistado una garantía y de la garantía se apoderaban los únicos enemigos de la reforma. En la sombra los jesuitas habían preparado el triunfo de una profunda inmoralidad. Consentirla habría comportado otra traición. A la burla respondimos con la revolución. La mayoría representaba la suma de la represión, de la ignorancia y del vicio. Entonces dimos la única lección que cumplía y, espantamos para siempre la amenaza del dominio clerical.
La sanción moral es nuestra. El derecho también. Aquellos pudieron obtener la sanción jurídica, empotrarse en la ley. No se lo permitimos. Antes de que la iniquidad fuera un acto jurídico, irrevocable y completo, nos apoderamos del salón de actos y arrojamos a la canalla, sólo entonces amedrentada, a la vera de los claustros. Que esto es cierto, lo patentiza el hecho de haber, a continuación, sesionado en el propio salón de actos la federación universitaria y de haber firmado mil estudiantes sobre el mismo pupitre rectoral, la declaración de huelga indefinida.
En efecto, los estatutos reformados disponen que la elección de rector terminará en una sola sesión, proclamándose inmediatamente el resultado, previa lectura de cada una de las boletas y aprobación del acta respectiva. Afirmamos, sin temor de ser rectificados, que las boletas no fueron leídas, que el acta no fue aprobada, que el rector no fue proclamado, y que, por consiguiente, para la ley, aún no existe rector de esta universidad.
La juventud universitaria de Córdoba afirma que jamás hizo cuestión de nombres ni de empleos. Se levantó contra un régimen administrativo, contra un método docente, contra un concepto de autoridad. Las funciones públicas se ejercitaban en beneficio de determinadas camarillas. No se reformaban ni planes ni reglamentos por temor de que alguien en los cambios pudiera perder su empleo. La consigna de «hoy para ti, mañana para mí», corría de boca en boca y asumía la preeminencia de estatuto universitario. Los métodos docentes estaban viciados de un estrecho dogmatismo, contribuyendo a mantener a la universidad apartada de la ciencia y de las disciplinas modernas. Las elecciones, encerradas en la repetición interminable de viejos textos, amparaban el espíritu de rutina y de sumisión. Los cuerpos universitarios, celosos guardianes de los dogmas, trataban de mantener en clausura a la juventud, creyendo que la conspiración del silencio puede ser ejercitada en contra de la ciencia. Fue entonces cuando la oscura universidad mediterránea cerró sus puertas a Ferri, a Ferrero, a Palacios y a otros, ante el temor de que fuera perturbada su plácida ignorancia. Hicimos entonces una santa revolución y el régimen cayó a nuestros golpes.
Creímos honradamente que nuestro esfuerzo había creado algo nuevo, que por lo menos la elevación de nuestros ideales merecía algún respeto. Asombrados, contemplamos entonces cómo se coaligaban para arrebatar nuestra conquista los más crudos reaccionarios.
No podemos dejar librada nuestra suerte a la tiranía de una secta religiosa, ni al juego de intereses egoístas. A ellos se nos quiere sacrificar. El que se titula rector de la Universidad de San Carlos ha dicho su primera palabra: «Prefiero antes de renunciar que quede el tendal de cadáveres de los estudiantes». Palabras llenas de piedad y de amor, de respeto reverencioso a la disciplina; palabras dignas del jefe de una casa de altos estudios. No invoca ideales ni propósitos de acción cultural. Se siente custodiado por la fuerza y se alza soberbio y amenazador. ¡Armoniosa lección que acaba de dar a la juventud el primer ciudadano de una democracia universitaria! Recojamos la lección, compañeros de toda América; acaso tenga el sentido de un presagio glorioso, la virtud de un llamamiento a la lucha suprema por la libertad; ella nos muestra el verdadero carácter de la autoridad universitaria, tiránica y obcecada, que ve en cada petición un agravio y en cada pensamiento una semilla de rebelión.
La juventud ya no pide. Exige que se le reconozca el derecho a exteriorizar ese pensamiento propio en los cuerpos universitarios por medio de sus representantes. Está cansada de soportar a los tiranos. Si ha sido capaz de realizar una revolución en las conciencias, no puede desconocérsele la capacidad de intervenir en el gobierno de su propia casa.
La juventud universitaria de Córdoba, por intermedio de su federación, saluda a los compañeros de América toda y les incita a colaborar en la obra de libertad que inicia.
Enrique F. Barros, Horacio Valdés, Ismael C. Bordabehere, presidentes — Gumersindo Sayago — Alfredo Castellanos — Luis M. Méndez — Jorge L. Bazante — Ceferino Garzón Maceda — Julio Molina — Carlos Suárez Pinto — Emilio R. Biagosh — Angel J. Nigro — Natalio J. Saibene — Antonio Medina Allende — Ernesto Garzón.
 
FONTE: http://www.fmmeducacion.com.ar/Historia/Documentoshist/1918universidad.htm

terça-feira, 19 de junho de 2012

Passeata e ato público

Na tarde desta terça feira dia 19 aconteceu em Alfenas uma passeata organizada pelo movimento de greve unificado DCE LF, professores e técnicos.
Alunos dos cursos de História, Fisioterapia, Letras, Ciências Sociais, Geografia entre outros cursos apoiaram o movimento. A passeata saiu da UNIFAL MG percorreu o centro de Alfenas e teve fim no terminal rodoviário urbano. Foi realizado um ato público com intervenções de professores, alunos e técnicos com o intuito de alguns esclarecimentos a população de Alfenas.













Cineclube Unifal

Confira os filmes que estão em cartaz no Auditório Dr. João Leão de Faria

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Governo cancela novamente reunião com professores federais em greve



Mesmo após ter se comprometido em apresentar nesta semana uma proposta para a reestruturação da carreira dos professores federais, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, entrou em contato, por telefone, com a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa, na manhã desta segunda-feira (18) para cancelar a reunião agendada para amanhã, 19.

O encontro desta terça-feira (19) foi marcado durante a última reunião entre o ANDES-SN, representantes do governo e de demais setores da educação, ocorrida no dia 12.

O secretário da SRT/MP argumentou que não houve condições de organizar uma reunião com toda a equipe do governo para que fossem discutidas as propostas e seus impactos financeiros para 2013.

Ainda acrescentou que, em função da Rio+20, há dificuldade de reunir, nesta semana, os representantes de diferentes esferas do governo como, por exemplo, o Ministério da Fazenda.

Mendonça terminou dizendo que a reunião deve ocorrer na próxima semana, mas ainda não era possível indicar uma data.

A presidente do ANDES-SN solicitou que a suspensão da reunião, determinada pelo governo, fosse oficializada ao Sindicato Nacional por escrito (veja aqui). Marina argumentou que tal atitude irá gerar uma reação na base porque “mais uma vez o governo não cumpre os prazos por ele mesmo anunciados”.

“A reunião do Comando Nacional de Greve irá avaliar o quadro e definir seus passos nacionais. Aguardamos agora a convocação para a próxima reunião. A responsabilidade está com o governo”, acrescentou.

O CNG realizará um ato amanhã, a partir das 9 horas, em frente ao anexo C do Ministério do Planejamento. As atividades de vigília, já indicadas pela base para acontecer amanhã, durante a reunião, por todo o país, serão transformadas em manifestações de protesto dos professores em greve, contra mais um descumprimento de prazo por parte do governo.



Fonte: ANDES-SN

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Comando Nacional de greve

O Prof. Antônio Maria que participa do Comando Nacional de Greve enviou as seguintes informações da última reunião em Brasília:

"Caros colegas,

A reunião prevista para começar as 17horas iniciou-se por volta das 18h30 e o governo iniciou informando sua proposta.

Ele propôs o seguinte:
- Gostaria de propor uma trégua de 20 dias, os professores voltariam a sala de aula e terminariam o semestre e então juntos faremos um calendário para se apresentar o plano de carreira.

A presidente do Andes, profa. Marina, disse que a trégua já havia sido dada em agosto passado, quando foi assinado o acordo, um cronograma estabelecido com prazo final até 31 de março, o qual foi prorrogado para 31 de maio sem nenhum avanço concreto. Portanto, a entidade não tinha como confiar no governo, considerando que a greve comecou forte e que a base está mobilizada e consciente do processo que ocorrido e que nada foi resolvido.

Então os técnicos do governo cochicham, ponderam, e, então, após uns 30 minutos de reunião, pedem tempo técnico para eles se reunirem, assim como Bernardinho da seleção de volei faz para organizar o time. Marina disse que Bernardinho precisa de menos de 5 minutos para organizar o time. Governo diz que precisa de 15 minutos.

Passados cerca de 30 minutos, governo retorna a mesa de negociação e diz que apresentará sua proposta no decorrer dos próximos 20 dias e que a negociação será finalizada no máximo em 20 dias. Informou que a carreira docente é prioridade para o governo e eles estão elaborando a proposta com referencia na carreira de C&T.

Marina questionou se a referência é de valores salariais de referência, ou de piso e teto, ou a estrutura da carreira. Governo informou que são valores de referência e que não pode assumir os valores agora, pois demanda análise.

Nada foi dito sobre a estrutura, condições, progressões, piso, teto, etc.
O governo mais uma vez enrolou na reunião e claramente não tem nenhuma proposta de fato para a carreira docente.

Mais uma vez, mesmo muitos discordando, o ANDES acertou ao iniciar
a greve antes do prazo, pois passados 2 semanas após o termino do prazo o governo não tem proposta e ainda pediu mais 20 dias.

A próxima reunião foi agendada para o dia 19 (terca).

Portanto companheiros, a greve continua, não há o que deliberarmos em termos de carreira ou proposta a ser discutida. É inacreditável!

Att,
Prof. Antonio Maria
Direto de Brasilia"

terça-feira, 12 de junho de 2012

ENEH 2012

vai ser da UNIFESP de Guarulhos
Incrições e informações pelo blog:
http://xxxi-eneh.blogspot.com.br/

vamos la estudantes de História


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Programação da greve na UNIFAL MG

Para o pessoal que ainda está em Alfenas
 
11/06 das 14 às 17 horas no V213
Oficina: Produção de peças áudio-visuais (no Movie Maker)
de registros a partir de fotos e filmes da greve - [Prof. Ronaldo]
*Os participantes deverão trazer: 1 pen drive com imagens de eventos e
outros momentos da greve, e outras imagens para a elaboração dos
filmes; música para a trilha sonora.

11/06 às 19h na R105
Ciclo de Cinema: “História em tela” - [Prof. Raphael]

12/06 às 15h no hall do V
Palestra e lançamento de livro:
Literatura, Política e Mulher. - [Profa. Fernanda]

12/06 às 17h na R106
Cinema e Luta Social - [Prof. Paulo Denisar]
"Trainspotting: sem limites"

13/06 às 19h na R105
Cinema e Luta Social - [Prof. Glayton]
"Utopia e Barbárie; Debate sobre a
Comissão da Verdade no Brasil"

13/06 às 14h na R105
Ciclo de Cinema: “História em tela” - [Prof. Raphael]

14/06 às 19h na R106
Cinema e Luta Social - [Prof(s). Adriano e Marcelo]
"Braços Cruzados, Máquinas Paradas"

14/06 às 19h ao lado do Banco do Brasil da Unifal
Oficina: Questões de música e sociedade na Argentina e no Uruguai;
Tango, Rock e Cumbia Villera - [Profa. Katia]
30/05, 19h (Sala R105)


Esperamos vocês!